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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A kryptonita do Marra Man

 Essa fanfiction de um capítulo escrevi no ano passado quando ainda estava passando a novela "Geração Brasil". Só agora resolvi colocar aqui: Imagine se Jonas Marra contasse uma história aos seus filhos gêmeos com a Verônica(que ainda não nasceram), contasse a sua versão das coisas que estão acontecendo...

domingo, 3 de março de 2013

Fanfic Lado a Lado:Tudo que Lourdes viu e ouviu e tinha vergonha de contar

Há alguns dias escrevi uma fanfic (história de fã sobre determinada obra) e resolvi postar (também pode ser encontrada aqui ). A história se "passa" na trama da novela "Lado a Lado". É uma outra visão (com intenção cômica e talvez um pouco apimentada e romântica) sobre determinados eventos da novela: Os dias da reconciliação de Laura e Edgar  (um dos casais protagonistas) durante o carnaval sob o ponto  de Lourdes, a empregada deles:

domingo, 9 de setembro de 2012

Um conto: Como Venci os Jogos Vorazes

Eu escrevi um conto no "Universo" da trilogia  Jogos Vorazes, que teoricamente acontece antes dos acontecimentos dos livros. Chamam isso de Fan Fiction. Por essa estória ter somente uma capítulo resolvi postar aqui. Espero que agrade:

domingo, 3 de junho de 2012

Eu e Pessoas Imaginárias

É difícil imaginar algo, pensar em acontecimentos futuros, e nada acontecer! È uma desilusão com o mundo, comigo, e uma espera interminável por um futuro que não virá. È horrível ter uma expectativa despedaçada!
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domingo, 8 de abril de 2012

Ele e a nova recruta

Há algum tempo, parecia que ele não vivia, só sobrevivia. Ele tinha um certo fascínio por poder e orgulho da sua eficiência, é verdade. E naquela agência obscura poderia ir muito longe com isso. Já havia sofrido golpes duros, dentro e fora daquele lugar. E aprendera que lá as ligações pessoais acabavam mal em sua grande maioria. Mas apesar de não demonstrar,  sentia falta, ele precisava de alguém ou de algo maior que o fizesse proseguir, por que pudesse se destacar. Há algum tempo havia perdido isso, e ele continuava, meio sem rumo, mas continuava. Naquele dia se encontraria com uma nova recruta, mais uma que ganharia uma "nova chance", uma chance de usar a sua sede de sangue e outras caracteríscas não muito queridas em um propósito melhor. Ele a receberia como fizera com muitos. Entrou na sala branca e esperou que ela acordasse. A recebeu com um bom dia, e seu modo de falar habitual . Aquele tinha se tornado o seu jeito, calmo, frio e objetivo, ele era muito bom nisso. Ela era uma bela jovem, e agia de forma confusa e  feroz. E por isso que ela estava ali. Passou as informações sobre a agência, eles simularam o seu suicídio e agora ela era deles. Seria treinada e trabalharia para eles. Usaria sua capacidade incomum para algo mais produtivo. De agora em diante, mataria a mando da organização. Nesse ponto ela se desesperou, gritou a sua inocência. Ele entendia esse jogo. Muitos diziam isso, achando que a situação pudesse ser revertida. Mas não,  não tinha volta. Fossem culpados ou inocentes (coisa que dificilmente eram), não havia retorno. Teria que se conformar. E ela agia de tal forma, que ele chegou a cogitar que fosse verdade. Mas havia lido sobre ela, e não lhe parecia inocente. Ela o estava manipulando. Essa era uma ótima caraterística na agência. Teria futuro com isso. Mas ele também era ótimo nisso, e seria muito difícil ela superá-lo nesse jogo. Aquilo atiçou a sua vontade, seria bom treiná-la. Ela falava, quase que provocando-o, mas ele continuava calmo. E passava as instruções, se virou para ir embora, quando ela o atacou. Mas por falta de um treinamento, foi fácil imobilizá-la. Tinha que reconhecer ela tinha garra. Falou à pouca distância do rosto dela ( ela era linda, talvez mais bonita quando irritada). Deu sua primeira lição e foi embora. Ela ainda tentou desafiá-lo, mas ele mostrou que ela não tinha escolha. Essa reação só a levaria a morte. Foi embora, e pensava, aquela recruta tinha potencial. Seria no mínimo uma experiência interessante. Ela tinha algo tão diferente que ele não conseguia entender ainda. A raiva, o jeito, o olhar,  não sabia, algo lhe trouxe boas sensações. Afugentou o seu marasmo. Sim, ele tinha impressão que dali para frente sua vida ganharia novos sabores.
-------Postagem vinculada: Ela e prisão

domingo, 25 de março de 2012

Ela e a prisão

Ela só queria continuar com sua rotina. Vivia nas ruas, é verdade, passava frio e fome, mas era livre e não fazia mal a ninguém. Até aquele dia!!! Tentou impedir um crime e acabou  acusada e condenada por assassinato. Prisão perpétua. Ela que gostava tanto de andar sem rumo pelas ruas. Prisão perpétua. Não podia ser verdade! Devia ser somente um delírio. Se remexeu na cama. Parecia que estava amarrada. Aquilo era a prisão? Iria ficar aprisionada até na cama? Estava louca? Não!!! Era um pesadelo e iria acordar. Sentiu algo no braço, e as amarras se afrouxarem E escutou uma voz: Bom dia! Acordou numa sala completamente branca, parecia um hospital. Ela fora internada? Um homem a observava, tinha roupas negras e belos olhos. Não era um médico. Que lugar era aquele? Ele foi frio e direto, sem apresentações. Não era a prisão e ela estava "morta", até mostrou o seu funeral. Constatou com um certo desespero que sua mãe não fôra nele!!! Ela seria treinada e depois trabalharia naquele lugar, e ele dizia tudo secamente, como se fosse algo trivial. Como alguém podia contar isso daquela forma? E por que ela? Segundo ele, apenas por ela ser bonita e ter  matado a sangue frio. Mas ela era inocente. Ela berrou, mas ele não acreditou, ninguém acreditava.  Entretanto não se submeteria a vontade dele. Não aceitaria trabalhar lá. Ele a irritava, seu modo de agir não tinha um pingo de comoção. O atacou  e pela primeira vez ele não pareceu um robô. A jogou no chão e ficou em cima dela.  Ela não podia se mexer e sentia a respiração dele, agora ele parecia alguém de carne e osso. E era sensual. Falou algumas coisas sobre luta, era a primeira lição, e se levantou.  A aula prosseguria no dia seguinte. Mas ele não daria mais aulas, ela não queria. Ele a informou que nesse caso, ela morreria de verdade. E foi embora. Ele havia mentido aquilo era uma prisão, uma cadeia muito mais tenebrosa. Onde até as almas das pessoas pareciam presas. Mas ela não perderia a sua alma. Não era uma máquina e não se tornaria um robô.  Tinha um espírito livre, gostava do ser humano e amava a sua liberdade.
-----Postagem vinculada: Ele a nova recruta.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Histórias e pensamentos esquecidos

Mais um dia estava acabando. O céu estava tão lindo com aquele por do sol. As poucas nuvens que existiam, estavam rosas, e o céu se conservava com um azul deslumbrante. Tudo aquilo combinado com a escuridão, que envolvia as árvores, que não pareciam mais árvores, e sim sombras. Era maravilhoso. E eu sabia, que um fim de tarde tão bonito, indicava uma noite fria pra cacete.
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domingo, 30 de outubro de 2011

Ela e a lágrima de sangue

Toda a verdade havia sido revelada na organização. Ela estava infiltrada. Durante algum tempo, ela estava avaliando os agentes de lá. Aquilo soava como uma traição, mas não era exatamente isso. Como ela não podia sair de lá, queria que fosse um lugar melhor. Até ele, ela avaliou e enganou algumas vezes. Ele era um risco por causa dela. Ele havia provado o quando ela era importante, abandonou tudo por ela, deixou para trás as suas ambições, colocou-se em risco e foi embora quando ela pediu. Aquilo não era justo! A situação havia se invertido. Quantas vezes, ele a havia enganado e jogado com ela? Quantas vezes ela teve dúvidas em relação ao que ele sentia? Ao que era mais importante para ele? As suas últimas ações haviam respondido tudo. Ela era o mais importante. Não, não era justo. Ela já havia falado com os outros. E agora tinha que enfrentá-lo, tinha que conversar com ele, condená-lo a morte. Depois de tanto tempo na organização e tantas experiências, ela já conseguia controlar melhor os seus sentimentos. Mas ele continuava sendo o seu ponto fraco, ele ainda conseguia fazê-la se trair. Então, isso era muito duro e ela não poderia demonstrar qualquer sentimento. Conversar com ele, confirmar a sua traição e demonstrar frieza foi uma das coisas mais difíceis que ela fez. Mas tinha que fazer isso e fez. Tudo ocorreu normalmente e ninguém poderia saber o que ela realmente estava tramando. Foi ao lugar da missão "suicida" dele. Derrubou todos os oponentes. Explodiu uma parede e esperou que ele chegasse. Ele chegou, olhou em volta, a viu e percebeu o que havia acontecido. Ela se aproximou dele, tirou o seu colete de explosivos, o jogou no local e eles foram embora. A missão dele seria cumprida e tinha que parecer que ele havia morrido. Pelo menos até ele conseguir fugir. Quando estavam seguros, ela parou, lhe deu um aparelho e disse para  ir embora, estava livre. Ela sempre quis isso, liberdade! E não podia ter, mas ele podia, e ela estava dando isso a ele. Mas ela sabia que esse não era o sonho dele, pelo menos não sozinho. Mesmo assim torceu para ele ir embora dali, e não tentar mais nada. Já estava sendo difícil fazer aquilo, despedir dele e mostrar frieza naquela situação. Mas não, ele fez uma última tentativa. Pediu que ela fosse embora com ele. Mas ela não podia, as coisas não eram tão simples para ela. Ele continuou, queria saber o que ela realmente queria. Tinha que dizer algo para ele ir embora. Ela teria que mentir. Olhando nos belos olhos dele, disse que não o amava, nunca tinha amado. Como foi doloroso deixar aquela mentira sair pela sua boca e não demonstrar nada. Mas ele tinha que acreditar. Pela sua segurança, tinha que acreditar. E foi tão difícil decepcioná-lo. Ele a olhou, pegou seu canivete, fez um pequeno corte abaixo de um olho, e deixou escorrer uma lágrima de sangue no rosto. Esperou uns instantes, lhe devolveu o aparelho e foi embora com o seu orgulho. Ele estava livre, e ela estava sozinha, presa naquela organização. Ela imaginava o quanto seria difícil continuar lá sem ele, mas tinha outras coisas para investigar e sabia que pelo menos ele estava livre e bem.
-------Postagem vinculada: Ele a lágrima de sangue

domingo, 16 de outubro de 2011

Ele e a lágrima de sangue

Ele havia deixado tudo por ela. Abandonou a organização e seus sonhos de poder por causa dela. Viveram grandes momentos juntos, mas foram pegos. E agora ele enfrentava a sua sentença. Ele era o mais eficiente. Mas não podiam mais confiar nele, as suas ações demostravam que ela era mais importante do que tudo. E a agência não aceitava isso. Ele sabia qual seria o seu destino. E ela, logo ela, confirmou o que ele já sabia. Ele ainda conseguiu "escolher" como seria o seu fim, mas a morte eminente não o perturbava, e sim ela. Ela sabia dos planos desde o início. Aquilo teria sido um teste? E quando foi esse início? Desde quando ela havia planejado aquilo? Não, não podia ser. Ela havia selado o destino dele, o mandou para morte. Mas o amor era verdadeiro. Ele sabia, já havia passado por diversas situações com ela. Ele não era ingênuo e reconhecia essas coisas facilmente. Afinal, era um mestre nesse jogo de sedução. Decidido, ele encararia tudo com honra, não choraria pelos cantos. Cumpriria aquela missão que tinha pedido, a última a qual havia sido designado. E iria até o fim, o sucesso seria alcançado com a sua morte. Se ele quisesse não precisaria morrer ali, mas a verdade é que ele não queria, e não faria um plano para evitar o destino para o qual ela o havia mandado. A sua vida não importava e ele iria até o fim. Estava no local com um colete cheio de explosivos. Recebia e passava informações. Matou alguns inimigos e prosseguiu para a posição final. Estava próximo do fim, ativou a bomba que estava em seu corpo. Em pouco tempo iria explodir. Entrou numa sala  e viu que os inimigos estavam caídos. Alguém já havia derrubado todos, e só podia ser ela. Olhou o rastro de homens e a viu. Por instantes, ele não conseguia pensar direito. Ela se aproximou, e retirou o seu colete. O chamou e saiu através de um buraco na parede que ela havia feito. Ele a seguiu. E a sala explodiu. Ela o havia salvado. Eles correram para longe daquele lugar. E ela conversou com ele. Ele queria saber por que ela o tinha salvado. Se havia algo verdadeiro. E a resposta foi imprecisa. Ela lhe deu um aparelho que o ajudaria numa fuga. Mas ele  pediu que ela viesse junto. Ela não podia e ele tirou os óculos dela para olhar em seus olhos.  Queria a verdade, o que ela queria. Mas  ela disse "Eu não te amo. Nunca te amei". Pronto, era aquilo. Parecia verdade, mas será que era mesmo? Eles viveram tanta coisas juntos. Não podia ser. Entretanto ela havia dito olhando em seus olhos. Ele não demorou muito para agir. Não iria chorar, não da maneira convencional, isso não fazia parte da personalidade dele. Ele pegou um canivete e fez um corte abaixo de um de seus olhos. Uma longa lágrima de sangue escorreu pelo seu rosto.  Devolveu o aparelho a ela, e foi embora sozinho sem mais  nenhuma ajuda dela.
-------Postagem vinculada: Ela a lágrima de sangue  

domingo, 21 de agosto de 2011

Mais pensamentos e histórias

Hoje foram tantas perguntas do tipo como vai? E mais perguntas que insistiam nisso. E olhe que eu estou bem. Será que aparento estar mal? Ou algo ruim acontecerá e me deixará assim? Só quero esclarecer que está tudo bem e eu não quero nada de ruim.
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domingo, 10 de julho de 2011

A mentira dele

Antes da missão, ele mentiu para ela. Já estava acostumado com isso. Ele mentia para protegê-la, mentia porque mandavam, mas não porque queria.  Sabia fazer isso muito bem. Mas nada amenizava a reação dela ao descobrir a verdade,  se  ela descobria. Dessa vez,  mandaram ele mentir, e era importante, toda a agência estava correndo risco, se eles não conseguissem mudar a situação, todos agentes iriam morrer, inclusive ela, então ele fez com que acreditasse. Durante a missão, ela foi capturada. E ele foi resgatá-la, e acabou sendo preso também, mas fazia parte do plano. Eles queriam a informação que ele havia passado a ela, e ela não sabia que era falsa. Mesmo assim não havia falado, mas se fosse depender dele, falaria. Ela estava  machucada, e como ele queria se libertar ali mesmo e acabar com o homem que a havia ferido. Mas esse não era o plano, e muitas vezes ela saia machucada nas missões, era a vida deles.  Depois de alguma pressão psicológica sobre os dois. Ele foi levado para a sala de interrogatório, e eles começaram a usar os seus instrumentos. A dor era quase insuportável, mas ele estava preparado. Não ia entregar nada. O trouxeram de volta. Ela estava lá, ele não precisava fazer nada, tudo estava caminhando do jeito que queria. Mas usou a situação. A tensão era verdadeira, e ele usou o momento. E disse umas verdades para variar. Falou sobre a tortura, o que ele sentia por ela, como ela era importante para ele. Eles podiam ser mortos a qualquer momento, e isso só ia ajudar a missão. Então ele foi verdadeiro, e disse o que queria falar há algum tempo. Os torturadores voltaram, e ela cedeu por causa dele, passou a mentira adiante. A missão oculta dele havia terminado, e era hora dos dois fugirem. Quando foram deixados sozinhos,  pegou uma ferramenta do bolso, se libertou e em seguida ela. No meio da fuga, ela desconfiou. Descobriu e o confrontou. Então era tudo mentira, disse ela mais uma vez magoada (já havia feito isso diversas vezes). Ele nem respondeu. E logo após, ela foi atingida por um tiro. E ficou inconsciente. Ela podia morrer, e se isso acontecesse,  morreria sem saber o que ele sentia. Pior, morreria magoada por causa das mentiras dele. A missão havia terminado, todos estavam a salvo agora, menos ela. Ele a levou para agência, e ela recebeu todos os cuidados necessários. Mas mesmo assim, não acordou. Talvez fosse melhor assim, ela ficaria sonhando, provavelmente com algo melhor. Ficaria num lugar em que ele não pudesse magoá-la. No fundo, era ele quem a feria com maior frequência.  Ele não queria ficar longe dela, e não ficou. Ela precisava saber a verdade. Precisava saber... Quando todos foram embora, ele  se aproximou dela. A tocou com carinho e fez o que ele não tinha costume, disse algo totalmente verdadeiro: Nem tudo era mentira. E em seguida a beijou. E ela se mexeu. Ela estava bem. Talvez tivesse escutado, mas não era isso o que importava realmente. Ele tinha dito o que sentia e ela estava viva, e ainda teria chances para descobrir essa verdade. Entretanto a situação entre eles não podia mudar , pelo menos não por enquanto. Havia outras coisas envolvidas, e o mundo deles era muito perigoso para ficarem juntos.
-------Postagem vinculada: O medo dela

domingo, 26 de junho de 2011

O medo dela

A situação estava feia na agência.  Eles estavam sendo atacados. Ela quase havia morrido em casa num atentado. A verdade é que terroristas não deviam saber onde ela morava. Isso era uma informação bem secreta. A tensão era imensa. Até seus colegas agiam com nervosismo, e normalmente na organização quase todos eram bem  frios. Mas tudo parecia que ia explodir  a qualquer momento. Ela ia sair numa missão com ele,  e talvez os dois pudessem melhorar essa situação. Entretanto era apenas um fio de esperança. Antes de sair, ele foi chamado pelo "chefe". Algo muito importante foi falado, ele era um agente superior e tinha acesso a informações que ela não tinha. Os dois iam para o trabalho, quando ele confidenciou o segredo. Ela não queria ouvir, mas ele insistiu, queria que ela ficasse segura se algo acontecesse a ele. Durante a missão, ela foi capturada. As coisas já estavam ruins, e com isso, não tinha muitas esperanças. Um torturador apareceu, ele tinha bastante informações sobre ela e pediu que revelasse o segredo. Mas ela não iria fazer isso. Não condenaria seus amigos a morte, não o condenaria. Ele tentou obter a força, machucou-a , usou os seus medos mais secretos. Mas ela resistiu. E eles iam matá-la. Então ele apareceu, foi resgatá-la, mas foi preso também. E o torturador percebeu que havia algo entre os dois. E insistiu nisso, obteu mais informações, os pressionou e o levou para ser torturado. Ele voltou todo machucado, sangrava. Ela queria confortá-lo. Mas apesar dos dois serem mantidos próximos e não haver ninguém mais no local. Uma tela os separava e eles não conseguiam se tocar, mas ele usando as suas últimas forças, conseguiu tocar na mão dela, e começou a falar. Disse palavras tão doces, que ela nem podia acreditar. Normalmente, ele que era tão obtuso e misterioso, mas naquela situação disse o que sentia, o quanto ela era melhor e mais importante do que todos para ele. Ele finalmente se declarou, isso indicava que os dois estavam muito próximos da morte, mas ela ficou quase feliz com as palavras dele. O torturador voltou e os separou. O  ameaçou e isso ela não aguentou, sabia que tudo ia terminar mal. Mas não podia ver o maior medo dele ser concretizado na frente dela, aquilo era a pior situação, era um dos maiores medos dela. Ela cedeu e contou o que ele queria. Havia condenado seus colegas a morte, mas ele era mais importante. Foram deixados sozinhos novamente. Magicamente, ele se soltou e depois ela. Durante a fuga, ela ainda conseguiu se vingar do torturador. Ele não iria torturar ninguém novamente. Um tiro havia resolvido isso. E os dois prosseguiram, ela queria ir logo, pois seus colegas estavam correndo risco, falou disso com ele. E recebeu uma resposta que não esperava. Aí, ela pensou nos acontecimentos e entendeu. Era fora enganada mais uma vez, igual a tantas outras, como podia ter caído naquilo? Era tudo mentira. E perguntou a ele. Ele só olhou com aquela cara, que ele sempre fazia, a falta de resposta de sempre. Ela caiu no jogo dele novamente. Virou, e só queria ir embora. Ouviu um barulho, sentiu uma dor e caiu no chão. Era o fim. Foi enganada mais uma vez pelo homem que amava e talvez aquela fosse a última vez, podia ser  a última, pois estava cansada desse jogo, daquilo que ela nem sabia se era amor.
-------Postagem vinculada: A mentira dele

domingo, 17 de abril de 2011

Tédio, covardia e coragem

Inquieta, pensamentos incertos, não consigo focar, ler ou escrever, só consigo pensar em coisas abstratas, em sair daqui, fugir e descançar. Se eu pudesse eu não estaria aqui, estaria em outro lugar, onde o tempo não passa tão devagar, ele corre com pernas gigantes.

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domingo, 13 de março de 2011

O deixaram para trás: A visão dela

A missão ocorria bem, ela já havia voltado para carro, aliás todos já haviam voltado, inclusive ele. A explosão devia acontecer logo, ele estava com o gatilho remoto e acionou a explosão. Mas nada aconteceu. A missão estava em risco, e em poucos instantes ele estava indo em direção a bomba, sendo alvo de diversos disparos do inimigo, e ela viu que alguns o acertaram, mas ele continuava voltando. Ela mal podia acreditar no que via, logo ele ia ser morto, por que ele havia voltado? Por que não havia deixado a missão falhar? Tentou ir atrás dele, mas os outros a impediram, a puxaram para o carro,  e  antes do carro partir ela ainda conseguiu gritar o nome dele. Como se o grito pudesse salvá-lo. Talvez ele conseguisse sair dali apesar dos ferimentos. Ela viu a explosão, ele havia conseguido completar a missão. Não queria ir embora e discutiu com os outros, eles tinham que voltar, tinham que voltar por ele. Mas os riscos eram grandes demais e nem sabiam se ele ainda estava vivo. Mas ela sabia, ele estava vivo, ela o conhecia, era muito dificil abatê-lo. E ela prometeu que voltaria para resgatá-lo.
------- Postagem vinculada: Deixado para trás: A visão dele

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Deixado para trás: A visão dele

Era mais uma missão. Todos estavam no carro voltando, inclusive ela. Ele apertou o botão do gatilho mas não escutou ou viu  a explosão. Ele sabia, havia um problema, o gatilho remoto não funcionava. Alguém teria que voltar, ele era o líder, e tinha que fazer isso, a morte  era praticamente certa, mas era preciso, pois não admitia falhas e aquele lugar teria que explodir. Pulou do carro e voltou. Havia muitos homens atirando contra ele. Mas ele continuou correndo em direção a bomba, sentiu que alguns disparos o atingiam, mas continuava. Chegou à  bomba, e a ativou, ele tinha poucos segundos até ela explodir, e correu na direção contrária. Até que aconteceu. O prédio foi para ares, grande parte dos homens que atiravam contra ele também. Pouco antes da explosão, ele escutou a voz dela chamando o seu nome, e viu o carro indo embora. Ele estava ali, sozinho, ferido e sendo caçado por homens armados. Não era uma situação muito animadora. Ela havia ido embora, estava salva, mas ele fora deixado para trás.
 ------- Postagem vinculada: O deixaram para trás: A visão dela

domingo, 2 de janeiro de 2011

Contos tristes para o Natal e o Ano Novo

 Estamos na  fim de ano, e nessa época um desejo de paz e felicidade parece contagiar a maioria das pessoas. E história lindas,redentoras e felizes, aparecem na televisão, na forma de filmes e especiais de natal, em livros e no cinema, é tanta felicidade! Histórias sobre a vida de Jesus e outras bíblicas passam até cansar. Entretanto parecem esquecer que a história de Jesus é muito triste. E também esquecem que as histórias tristes são normalmente mais belas, e bem mais emocionantes que as felizes. Por que afinal não fazem especiais de natal onde a pessoa luta, luta, luta para conseguir algo e no final não consegue? Seria decepcionante? Acho que sim. Mas não foi sempre que se pensou isso, ou pelo menos não são todos que pensam isso.

domingo, 14 de novembro de 2010

Portas fechadas

Chego em casa e as portas dos quartos estão fechadas. Há pessoas aqui? Ou estou sozinha? Com  as portas fechadas não dá para saber.As vezes ouço um barulho, verifico mas não vejo ninguém. Há fantasmas pela casa? Eu moro com fantasmas? Algumas vezes parece que sim.  As vezes, em repúblicas, cada um se fecha em seu quarto e parece que não há mais ninguém, apenas  fantasmas, que vivem nos quartos que estão com as portas fechadas.
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domingo, 17 de outubro de 2010

A dúvida dele

Ele não estava agindo como ele nos últimos tempos.  Havia perdido a sua eficiência.  Mas não ligava.  Não queria ser mais o mesmo. Não se importava mais com as coisas. Só queria saber se ela estava viva.  Ligou seu computador e escreveu uma mensagem para ela: "Você está aí?".  Mas não recebeu uma resposta. Levantou, e saiu para uma missão. Caiu numa emboscada. Ficou cercado de inimigos que atiravam sem piedade. Conseguiu escapar do primeiro ataque. Nos outros tempos, seria muito difícil abatê-lo. Mas naquela situação, não se importava com sua vida. E não seria tão difícil  matá-lo. Um tiro estava prestes a atingí-lo.  Mas algo aconteceu, no meio da fumaça das balas dos terroristas, ela apareceu. E salvou a vida dele.  Parecia um fantasma.  Mas aquilo o trouxe de volta. Começou a atirar com eficiência;. Estava conseguindo fugir, mas antes olhou para trás.  Mas ela não estava mais lá.  Ele a tinha visto mesmo? Era uma ilusão? Um fantasma? Ao voltar a sua organização mandou novamente a mensagem: "Você está aí?" E dessa vez recebeu uma resposta: "Sim.". Não era um fantasma. Ela estava viva!
------- Postagem vinculada: A fuga dela

domingo, 3 de outubro de 2010

A fuga dela

Ela olhou o seu notebook. Havia uma mensagem dele. Ele queria saber se ela estava viva, se ele havia conseguido avisá-la  a tempo. Ela hesitou, deveria responder? Olhou pela janela do trem e viu a Lua em grande esplendor, completamente magnífica. Ela estava livre, tinha conseguido o que queria. Mas ele estava longe, e era impossível eles ficarem juntos. Será que a liberdade era tão importante? Viu seu reflexo na janela, junto com a Lua. Será que isso importava? Ela havia conseguido a sua liberdade, e sorriu, era um sorriso bem sincero. O passado deveria ficar para trás. Desligou o computador, mas continuou pensando: Valia a pena renunciar a ele? Como seria ficar sem ele? Isso a deixava triste. Mas ela não podia voltar a trás. Ela estava livre, ele não.
------- Postagem vinculada: A dúvida dele

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Histórias e sensações

Eu estava lá em posição de guarda, já havia deixado passar mais bolas do que deveria. A torcida gritava o nome de outro goleiro. E o jogador batia o penalti. Prometi para mim, se aquela bola entrasse, eu iria atender a vontade da torcida e sairia. A bola vinha em direção ao gol, fui em sua direção e ela se encaixou em meus braços. E o som que eu comecei a escutar mudou, entre gritos de felicitações, era o meu nome que eu ouvia.
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