Em poucos dias (no Brasil!), estréia o filme mais aguardado por mim nesse
ano, O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises). Esse é o terceiro
filme do Batman dirigido por Christopher Nolan, diretor que marcou uma
renovação do personagem no cinema, tornando-o mais realista e mais próximo do que
é mostrado nas suas melhores histórias em quadrinhos. Considerando esta estréia
próxima resolvi escrever sobre a Trilogia, que iniciou com o filme “Batman
Begins”, e já nessa primeira obra demonstrou que era realmente diferente dos
outros filmes. Com fortes raízes dos quadrinhos, mostrou a face do Batman e sua
força que tanto gosto. O cavaleiro das
trevas com certeza é um excelente personagem: sério, sombrio, inteligente,
violento e justo. Mas com tantas versões
dele, somente poucos sabiam desse lado pouco infantil, normalmente só os que lêem
quadrinhos, isso pelo menos até o lançamento de Batman Begins.
Batman Begins como diz o título conta a origem do personagem
e suas ações iniciais. Começa com Bruce Wayne ainda criança, mostrando as suas traquinagens,
e sua vida de menino rico até que seus pais são assassinados na sua frente. O assassino (um bandido ralé vivendo numa
cidade em depressão econômica e que queria apenas dinheiro) é preso e
condenado. Mas anos depois, quando Bruce já está na faculdade, há uma audiência
para soltá-lo, e ele comparece disposto à vingança, só que o bandido é
assassinado antes dele tentar qualquer coisa.
Bruce Wayne descobre a cidade violenta e corrupta que Gotham
é, e some durante anos. Conhece o submundo, treina, aprende diversas técnicas para
tentar levar justiça à sua cidade. Durante
sua jornada, ele acaba conhecendo e sendo treinado por Henri Ducard, e até interage com o misterioso Ra´s Al Ghul e sua
liga de assassinos.
Ele volta a Gotham e secretamente passa a agir como o
Batman, enfrentando policiais e autoridades corruptas, lutando contra bandidos
e mafiosos como Carmine Falcone, e tendo poucos aliados, como um dos raros
policiais honestos, James Gordon, a sua amiga de infância e promotora Rachel
Dawes, seu mordomo que o criou desde a morte dos pais, Alfred, e Lucius Fox, um
antigo empregado das Empresas Wayne.
O filme constrói os personagens e a história com muita
consistência. Gotham e seu povo é cheio de contrastes, com aspectos ruins e maus, corrupção e pouca
honestidade, violência e coragem. Um lugar onde quem quer ajudar é assassinado. È uma imagem de algo que realmente podia
existir. Mas será que uma cidade como essa pode ser recuperada? O Batman aparece justamente para isso,
colocar as coisas em ordem ou pelo menos tentar, lutar contra o crime, não só
na escala de prender bandidos na rua, e sim acabar com mafiosos e mudar a
estrutura política, econômica e administrativa da cidade. E isso realmente não é uma tarefa fácil.
Em Batman Begins, faltaram alguns elementos do herói que eu estou acostumada, como o seu lado inventor, cientista, detetive e etc. Mas fora isso, a visão do personagem ficou bem próxima do que se percebe nos quadrinhos. Isso já é grande trunfo. A visão de Gotham City e os demais personagens foi excelente também. A relação quase de pai /filho de Bruce e Alfred foi muito bem mostrada (apesar de que o Alfred do filme me pareceu menos duro do que o dos quadrinhos). E Lucius Fox se tornou um personagem até mais importante, ele é o cara que mostra as inovações tecnológicas a Bruce, de modo que ele possa usá-las como Batman. Foi uma boa sacada para o personagem, e eu realmente gostei desse Lucius. O ainda Sargento Gordon, apesar do pouco enfoque, foi um personagem muito bem retratado. Mas nem tudo são flores, eu realmente não gostei da personagem criada para o filme, a amiga de infância de Bruce, Rachel. A química entre eles não era muito boa, e ela me pareceu aquela personagem feita apenas para colocar um pouco de romance na história (pelo menos nesse primeiro filme). No lugar dela poderiam colocar claramente Harvey Dent (um personagem dos quadrinhos mesmo) exercendo a sua função de promotor.
Em Batman Begins, faltaram alguns elementos do herói que eu estou acostumada, como o seu lado inventor, cientista, detetive e etc. Mas fora isso, a visão do personagem ficou bem próxima do que se percebe nos quadrinhos. Isso já é grande trunfo. A visão de Gotham City e os demais personagens foi excelente também. A relação quase de pai /filho de Bruce e Alfred foi muito bem mostrada (apesar de que o Alfred do filme me pareceu menos duro do que o dos quadrinhos). E Lucius Fox se tornou um personagem até mais importante, ele é o cara que mostra as inovações tecnológicas a Bruce, de modo que ele possa usá-las como Batman. Foi uma boa sacada para o personagem, e eu realmente gostei desse Lucius. O ainda Sargento Gordon, apesar do pouco enfoque, foi um personagem muito bem retratado. Mas nem tudo são flores, eu realmente não gostei da personagem criada para o filme, a amiga de infância de Bruce, Rachel. A química entre eles não era muito boa, e ela me pareceu aquela personagem feita apenas para colocar um pouco de romance na história (pelo menos nesse primeiro filme). No lugar dela poderiam colocar claramente Harvey Dent (um personagem dos quadrinhos mesmo) exercendo a sua função de promotor.
Os vilões do filme são Ra´s Al Ghul, que parece não ser
imortal como nos quadrinhos, o psicólogo louco que gosta de colocar medo em
seus pacientes, Jonathan Crane, também
conhecido como o espantalho, e o por que
não o mafioso Carmine Falcone? Na verdade, esse não é um vilão fantasiado e
com nome de efeito como os outros, mas para mim é o mais difícil de ser
combatido, já que com subornos, ele controlava a cidade.
Esse filme buscou muita influência nos quadrinhos e os que percebi
que foram claramente usados são Batman- Ano Um e Batman- O Longo dia das bruxas. De “Ano Um” tem essa idéia do herói no inicio, ainda aprendendo a agir
na cidade, como aparecer, e causar medo nos criminosos, a aliança com Jim
Gordon, a luta contra os mafiosos, a idéia de usar as empresas Wayne na batalha
econômica pela cidade. Até o fato de
Bruce começar agindo sem o uniforme no filme, me lembrou um pouco os
quadrinhos. E claro há cenas evidentemente inspiradas na HQ, como a do Batman atraindo um monte de morcegos para um prédio,
e até o
final com Gordon mostrando uma carta do Coringa para o Batman. De “O longo
dia das bruxas” há a temática de luta
contra a máfia, o uso da polícia e
promotoria para isso, e também há
algumas cenas com Batman obtendo informações e metendo medo em criminosos e
policiais.
O filme sofreu algumas críticas em relação às cenas de ação devido
à câmera muito rápida e “tremida” (até que gostei disso, pois dá uma visão
teatral e de lenda ao Batman, que às vezes assusta os bandidos como se fosse uma
criatura sobrenatural). Disseram até mesmo que a primeira aparição do Batman
demorou muito, tornando a primeira parte do filme de certa forma monótona, mas
isso realmente foi sacrificado para mostrar o desenvolvimento e as motivações
do personagem.
Batman Begins foi o
pontapé inicial nessa “nova” imagem do Batman.
Poderia ter sido melhor e mantido o mesmo clima? Poderia, com um ajuste
ou outro o filme possivelmente seria mais atrativo. Mas isso não o torna ruim,
é realmente um bom filme, que além de tudo implantou e moldou os elementos para
o filme seguinte “O cavaleiro das trevas”, que em minha opinião foi fenomenal. Begins fundou as bases do espetacular filme
seguinte, que para muitos é o melhor filme baseado em um herói de quadrinhos já
feito (inclusive eu compartilho dessa opinião). Essa
obra realmente vale ser vista e re-vista, ainda mais agora com o terceiro filme
prestes a ser lançado.
Para quem gostou: O Cavaleiro das trevas (Parte 2)
Para quem gostou: O Cavaleiro das Trevas Ressurge(Parte 3)
Para quem gostou: O Cavaleiro das trevas (Parte 2)
Para quem gostou: O Cavaleiro das Trevas Ressurge(Parte 3)
Ei Cíntia, comecei agora a ler os seus posts sobre essa trilogia do Batman. Nunca fui de acompanhar heróis americanos, mas graças à nossa convivência e intercâmbio de gostos comecei a apreciar o Batman de uma forma diferente dos outros heróis e pra quem cresceu tendo contato com um Batman mais alegre e com aqueles filmes coloridos da época do Eternamente também aprendi com você a gostar dessa abordagem mais obscura que condiz muito mais com o personagem.
ResponderExcluirGostei muito do Batman Begins, concordo com você que ele fundamentou muito bem a trilogia para os filmes seguintes. O único problema que vi é que apesar de ser um grande filme ele não foi, na minha opnião, exatamente divertido. Talvez porque os vilões escolhidos para esse primeiro não eram bem conhecidos por mim. Sei que essa parada da diversão vai ser controversa e que muita gente pode discodar de eu experar que um filme desse tipo seja divertido mas eu espero sim e achei que os seguintes acertaram totalmente no balanço entre seriedade e diversão. Mas aí comento depois sobre as sequências.
Ei, Matt, bom saber que eu mudei a sua opinião sobre o Batman,hahaha. Bem pelo menos isso conviver comigo serviu, ainda mais eu que sou tão fã dele. Quanto a Begins compreendo a sua visão, se for pensar realmente falta um pouco de ritmo ao filme, e talvez mais coisas engraçadas (claro, Batman é sério, mas dá para colocar coisas divertidas sim, hahaha, e ainda manter o jeito sombrio do personagem). E também concordo que os outros filmes foram melhores do que Begins talvez por esse e outros motivos. Mas não tira os seus méritos e o torna um filme ruim. Batman Begins como você disse é um grande filme com bons personagens e roteiro, mudou a visão do Batman "colorido", serviu para colocar uma base para o personagem, e com isso ajudou bastante os filmes posteriores.
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